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30/01/2009 23:07
Creck!
enviada por Não faz diferença
02/08/2007 15:57
Quase...
enviada por Não faz diferença
15/11/2006 20:33
Hoje completa um mês da morte de Raquel Morales, mas soube apenas ontem.
Roberto chorava copiosamente ao telefone, mesmo passados quase trinta dias... Quanto pranto basta para domar a dor da perda de mais de meio século de amor?
Sinto-me estranho... e o peso obscuro do luto.
enviada por Não faz diferença
14/08/2006 03:04
Ainda vivo?
enviada por Não faz diferença
28/03/2006 21:30
Redenção
Serei castigado, talvez extinto, mas o meu atrevimento impele-me a afirmar que minha vontade é o inferno e o paraíso.
Quanto mais te encanto com os meus sabores, te entorpeço com meus humores, mais apetitoso me sei. Quem sabe te torno insaciável. Pois a paixão é como um deus que toma todo o pensamento, dirige os movimentos, o passo, o pulso.
Paixão é feitiço feminino que invoca a divindade daquele que ama.
É forma de arremesso de um simples homem ao céu ou ao inferno.
E inventa um demônio para sua pessoal adoração.
E assim segura, entrega-se para uma criatura maior que o humano.
De minha parte, demônio feito de amor feminino, traiçoeiro, procuro à Inês que cederá sua alma pela minha liberdade. Porém não por livrar-me da tortura, mas por oferecer-me o prazer de sabê-la eternamente danada.
enviada por Não faz diferença
22/12/2005 09:55
Fim de ano é como um sequestro coletivo, todos somem. E de coletivo.
O natal tá meio oco... co... co...
Pelo visto eu também.
=P
enviada por Não faz diferença
14/11/2005 23:31
A insignificância pode ser um bom lugar.
E a vida segue e continuo não fazendo a menor diferença.
Estou começando a apreciar essa condição.
É melhor mesmo...
;-D
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
08/11/2005 22:06
Relendo o texto anterior tenho a impressão de que ficaria muito melhor, ou menos chato, se retirasse os dois primeiros parágrafos.
Mas, também, é instigante imaginar que alguém possa concordar com isso e ficar frustrado, ansioso pelo fato de eu não removê-los mesmo constatando a possível melhora.
Haverá alguma patologia em meus atos?
=P
enviada por Não faz diferença
04/10/2005 23:02
Boquete sonhado:
Foi um sonho difícil de ser contado, não lembro de nenhum elemento que me ajude a construir uma narrativa. Vou tentar apenas descrever as cenas e minhas sensações nos instantes descritos, mas acho que não vou conseguir chegar à altura das sensações que sonhar a delicia de estar em tuas mãos entregue ao prazer conseguiram me provocar.
Começo com a primeira cena que consigo resgatar de minha memória como relacionada ao sonho. Nós estávamos num local bem parecido com minha casa, talvez fosse - os sonhos não são muito fieis aos cenários. Parecia ser minha sala e nós estávamos de pé, um em frente ao outro em uma situação de provocação mútua, de excitação.
Naquele momento estávamos vestidos. Eu não lembro o que eu usava, mas você trajava uma minissaia jeans azul clara e uma leve camisetinha curta de tom claro em cores branca e rosada, e calçava delicadas sandálias de salto bem alto que faziam teus pés ficarem numa flexão estendida que os tornava, por si sós, um motivo de encanto aparte em você.
Tua pele era de um tom pálido, contudo, encantadoramente viva com leves toques rubros que marcavam as belas linhas de tuas formas e davam um aspecto maravilhosamente saudável ao teu corpo e ao teu rosto. Teus cabelos, ao contrário de agora, eram de um loiro extremamente claro, brilhante e magnificamente femininos em seu enorme comprimento. Se moviam vivos numa deliciosa dança sedutora, se deixando levar pelos movimentos de teu corpo, tua cabeça e de uma suave brisa que refrescava o ambiente. Tua face de expressões mais maduras tinha um semblante de fêmea e tua fisionomia mostravam claramente o desejo de uma mulher sábia de seu corpo e seu encanto..., teus olhos eram chamas de verde desejo apaixonado e faminto, eram os olhos de uma fera que sabia de sua presa e estava pronta para o ataque. Tua língua passeava suavemente por teus lábios delicadamente rosados, deixando uma sutil umidade sempre avivando tua boca.
Você era a personificação da tentação e do desejo.
Nossos primeiros toques foram na face, eu passava a costa de minhas mãos por teu semblante e você, sensualmente, deixava deitar nelas o rosto mostrando o prazer que sentia por minhas caricias. Nossas bocas se encontraram varias vezes em delicados beijos, e a tua vontade te fez avançar em leves mordidas sobre meus lábios, carinhosamente, mas com volúpia em várias oportunidades.
Tua fome se fez presente, e minha vontade de me deixar levar por teu desejo me rendeu a tua iniciativa. Tuas mãos passeavam por meu corpo, sentiam minhas formas e arrancavam minhas vestes.
Teus sarros encontraram minha bunda e você fincou tuas unhas com força. Desceu tua boca por meu colo e meu abdome em beijos, lambidas e mordidas até se curvar e chegar em minha virilha e lá me torturar com mágicas caricias feitas por tua língua e cabelos, me provocando deliciosos espasmos e arrepios.
Finalmente você abocanhou meu membro, mergulhando-o profunda e lentamente em tua boca...
Ainda segurando minhas nádegas, como se por elas você me mantivesse sob teu controle, ajoelhou-se a minha frente sem deixar meu pênis te escapar da boca. Mas ao contrário do que essa posição pudesse parecer, não era você me servindo ajoelhada, mas eu inteiramente entregue a tua fome.
Você me sorvia com tamanha intensidade que me perdi de mim e uma gostosa vertigem fez-se a sensação mais forte... e mergulhado nesse desarranjo da percepção do espaço, me descobri de costas na cama e você ainda me dominando com tua boca deleitosa.
Agora deitados, eu tinha uma referência na cama para saber para onde olhar e te encontrar. E varias vezes pude cruzar com a mirada intensa de teus lindos olhos e perceber tua paixão por me tomar, por apossar-se de mim nessa tua fome por fazer-se minha senhora. Tuas mãos complementavam o desejo que escapava de teus olhos e tateavam o mais que podiam o meu corpo. E meu corpo se deliciava com a intenção de teus toques.
Tua boca acariciava meu membro por completo, tua língua escorria lambendo o corpo do meu pênis e voltava a procurar minha glande para abocanha-lo outra vez. E você fazia isso com fúria, com afeição, com fogo, com gosto, com ardor, com sentimento... e com ódio por não poder engolir-me inteiro, mas apenas simbolicamente naquele gesto.
E meu desejo explodiu num gozo sem dimensão, num orgasmo de entrega que você não deixou escapar. E sorveu cada gota com se fosse feita de meu ânimo e que o instante de explosão fosse o momento de entrega do teu tão esperado prêmio e que a substância do meu prazer, meu sêmen, fosse qual vinho santo feito do meu sangue e do meu ser.
Que sensação de entrega maravilhosa. E não foi uma entrega por mim, mas por tua posse sobre mim. Você fez-se devoradora de minha vontade e de minha alma. Eu, por inteiro, te pertenci nesse momento. Nenhum sentido, nenhum poro de minha pele, nenhum pensamento poderia não ser teu naquele momento.
Agora desperto, descubro o verdadeiro significado da expressão mulher dos meus sonhos.
Mas sempre um sonho. Portanto,
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
02/10/2005 17:27
É estranho procurar por alguém em um lugar que é, mas onde não se está. Delírios domingueiros.
Tédio..., porém não é o tédio em si, mas o não usufruir dele da forma mais deliciosa que me incomoda. Hoje é um dia feito do tom, da luz, da temperatura e da vontade certos para os lençóis.
enviada por Não faz diferença
28/09/2005 22:43
Para os outros não é preciso mentir, basta não dar satisfações ou omitir.
Quanto a nós...
O que é necessário para empreender essa cabala?
Mentir para você mesmo implica em certo ilusionismo. Qual é o instante em que você consegue criar a mentira ausente de si, às escondidas para não se flagrar conspirando em prejuízo próprio?
Além da mentira seria necessário certo cinismo para não se perceber nessa artimanha.
Acho bem mais interessante entender como você consegue realizar teu conluio.
enviada por Não faz diferença
07/09/2005 09:04
Cotidiano.
Minha gatinha teve dois cios em um único mês. Presenteou-me com seus miados noturnos e sua carência do dia 12 ao dia 20 de agosto e repetiu a doze do dia 28 de agosto ao dia 4 do corrente mês.
Já sou desvelado por natureza, mas ela deve ter contribuído com a perda dos seis quilogramas que pude constatar na balança da farmácia nesta segunda-feira.
A única vantagem é que nesses dias consigo quebrar as barreiras de proximidade que lhe foram criadas em outros tempos. Antes não aceitava sequer um toque de carinho nas costas, hoje passa horas deitada no meu colo quando mergulho neste computador.
Há quem possa afirmar que minha proximidade com ela é um exagero, e talvez o seja. Permito-lhe as manifestações mais caprichosas: deixo que me morda em reprimenda por minha demora na rua, mantenho abertas as portas que ela quer que fiquem abertas, admito que me perturbe o sono por fome ou carinhos, atendo-lhe as exigências para subir nos móveis que não consegue alcançar, concedo-lhe a interrupção de minhas leituras, que obstrua o teclado do computador quando escrevo e que escreva alguns trechos nos meus texto... Enfim, estou fazendo dela uma gatinha mimada. Acho ótimo!
E dispenso comentários irônicos ou estúpidos.
enviada por Não faz diferença
06/09/2005 23:37
Exorcismo...
Parece que de uma forma um pouco deturpada, mas efetiva, finda o uso bruto de algumas palavras. Espero que tenham cumprido sua missão. Palavras tem poder...
enviada por Não faz diferença
05/09/2005 18:03
Contrapontisticamente falando...
Números enfeitiçados para levantar os pretextos, outros números, porém asquerosos... Datas, datas e mais datas... apenas revelam mais náusea em cada procura, mais e mais elementos...
Todo número é mero ardil, confirmação do que já não mais existia ou nunca sequer existiu.
Sempre foi assim, sempre será, toda fraude desmorona. Toda mentira perece.
Tenho nojo de tanta representação, de tanta burla. Todos criam suas justificativas.
Eu sempre achei o silêncio muito mais digno.
E o pior é o atrevimento da dor...
Ritmicamente falando...
Isto apenas marca a irreversibilidade da fraude. Somos responsáveis por nossas decisões. Escolho esta forma dissimulada, porque é assim dissimuladamente que se engana. Já aprendi...
Mas como nunca fui além de representar uma egoísta possibilidade, uma perspectiva e uma oportunidade, uma mera saída, uma fuga do inferno..., jamais tive algum valor. Portanto,
Não faço a menor diferença.
enviada por Não faz diferença
29/08/2005 08:39
Despeito.
É absurdo como as pessoas mergulhadas na ignorância confundem liberdade com despeito. Goethe já afirmava conquista a liberdade e a existência somente quem todo dia as reconquista. Ser livre é uma luta para poucos guerreiros. Já o rancor, a agressividade que o ignorante confunde com a liberdade não é produto de luta, mas de vulgar brutalidade.
A liberdade só é possível para aquele que não apenas faz uma escolha, mas sabe porque a fez. A liberdade é para quem tem coragem de manter essa escolha. É para quem tem coerência. É para quem tem força e não covardia ou subterfúgio. A liberdade não é para quem tem segundas intenções.
Portando, ninguém nós concede a liberdade. Ela pode apenas ser troféu de quem a vence.
enviada por Não faz diferença
27/08/2005 02:27
Este agosto está realmente diferente.
Eu diria que ou tudo é uma enorme ilusão, uma grande mentira ou nada será como antes.
Retomo uma atividade abandonada há anos e do nada, sem explicação, pelos caminhos mais surrealistas, me vejo diante dos mais sofisticados e reputados profissionais do país entregando-me seus projetos. Estou sendo atropelado por ofertas e mais ofertas de trabalho e a dimensão delas é cada vez maior. Parece uma ficção.
Até o amor que parecia impossível reaparece em chama do nada. O que ou quem está fazendo isso por mim? Como se eu não soubesse...
Obrigado.
Sonhos poderão transformar-se em realidade... Quem sabe uma realidade que vá além dos sonhos.
enviada por Não faz diferença
18/08/2005 01:52
EL AFILADOR
Cuando llegó a aquel pueblo de tenebrosos silencios y tocó el chiflo innundando el día com su musical sonido viose de improviso rodeado de todas las mujeres enlutadas que llevaronle sus siempre ávidas lenguas viperinas para recibir el filo con el que poco después daríanle muerte.
enviada por Não faz diferença
13/08/2005 18:33
O cabelo mudou, mas a samba canção fica.
;-D
Realmente,
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
13/08/2005 18:11
Minha íntima Solidão,
Cá estou novamente, atirando outras letras, sem nenhuma perspectiva do que possa sair deste momento.
Acordei mais agressivo hoje, querendo interromper minha fixação por ti... bobagem. Prefiro fazer-me esta personagem dramático-melancólica do que metralhar-te pendências. Sinto-me um Werter sem a catástrofe do seu desenlace. Talvez porque, ao contrário dele, meu amor não seja impossível quer seja pelo mérito, pela legitimidade ou pela moral.
E, ao abrires mão de determinar meu fim, deixando, então, o epílogo por minha conta, talvez eu possa livrar-me da carga romântica e criar uma alternativa saborosa para a solução de meu drama.
Acho, também, que já chega de falar sobre a intenção do que escrevo. Quero poder cravar a mão dentro dalma e arrancar, expor à luz meus sentimentos. Não vai ser fácil, pois tolo tentei enterra-los vivos e, ao contrário de um cadáver, muito mais como uma semente, eles germinaram... e cresceram descontrolados por minha fingida desatenção.
E eles, estranhamente mais fortes - nutridos pelo meu esforço inútil por desprezo -, parecem uma força viva, desconhecida em meu interior. Agora, servem-se de mim e não mais posso eu servir-me deles. Me controlam, poderosos, imunes a minha razão - já não me governo..., e surdos, não admitem apelos para permanecer em paz.
As vezes penso que sou apenas um insano que consegue fazer da loucura sua verdade, definitivamente perdido, insistindo transformar sonhos em realidade.
Se for isso, se tua razão te permite vislumbrar a realidade assim, então me salva de minha doença, tenta me acordar deste sonho infantil em que ainda permaneço e do qual você já despertou.
Sinto um estranho constrangimento neste instante, um aviso de que amores não são possíveis, de que a felicidade nada mais é do que uma construção, nada mais do que uma idéia modelar, um ideal, um conceito estético, jamais uma realidade. Talvez meus sentimentos nada mais sejam que reles utopia...
Sem palavras, tristeza...
Me faz teu ou me devolve o amor.
Te percebo, excitante e cruel como você sempre foi, que pretendes servir-te mais de mim...
Então, como devo permanecer andando em direção nenhuma,
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
12/08/2005 20:23
Minha cara Solidão,
Mais uma carta. Desespero por perder-te? Talvez...
É lamentável que você possa receber meus escritos com nova freqüência supondo ser ao custo da tua determinação por ver-se livre de mim. Se realmente é o teu definitivo desejo, nenhum esforço meu adiantará. Assim mesmo, quem sabe me aproximo de realizar um outro desejo teu agora já sem valor.
Ressuscitei meu note, vou deixá-lo sobre a mesa da sala para dispor dele freqüentemente. Não sei bem o que fazer, de pronto parece-me razoável a idéia de lançar letras para qualquer pensamento, cristalizar tudo.
Um diário de desamor servirá como título provisório ao romance do qual você abriu mão do epílogo. O título das cartas serão somente datas, cronografia do inútil... Que tem inicio errado, pois já são 12 e datei esta como 11, mas ainda estou em ontem.
É verdade que derramar o possível nestes textos, possa implicar em compor delírios íntimos não tão evidentemente implicados conosco, mas parece-me válido me mostrar mais um pouco. É claro que meu caráter reservado imporá censuras, mas sou impossível sem elas. Quem sabe a exposição excessiva te facilitará detestar-me, abandonar-me.
Neste momento não tenho vontade de qualquer resposta tua, sequer escrevi alguma coisa que mereça resposta. Apenas escrevo. Vejo um imenso monólogo, e um grande silêncio de tua parte. Te imagino debruçada sobre o computador lendo, curiosa, os desplantes do meu atrevimento. Silenciosa, pensativa, definitivamente descrente e desconfiada. Portanto, minha leitora perfeita. Sinto-me desobrigado de cumprir com a verdade, o que, consequentemente, me livra de qualquer mentira, pois todo meu esforço é, por princípio, uma mentira.
Musa de poeta chinfrim, mas musa. Pode ser um bom papel, ao menos atende ao meu egoísmo e volta a motivar-me a escrever. É..., você é combustível de meus melhores momentos com as letras. Teu sou grato por isso. Mesmo empurrando-me essa agonia, te sou grato.
É bom declarar-me novamente, me liberta, posso sentir-me mais leve, posso..., agora posso.
Aqui não há compromisso com nada. Portanto,
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
12/08/2005 20:02
Constante?
Que contradição, frustração... Sinto-me vazio, impotente e relegado a último plano. Um lixo!
Tudo isto me engasga. Não consigo digerir, não desce.
O que sempre faço errado? Se dedicar-me ao amor é um erro, então procurar, amar também o é. Não quero admitir essa possibilidade. Não quero acreditar que algum rancor seja exeqüível, seria absurdo.
Só posso pensar que não tenho sorte ao amar.
Alguma coisa dentro corrói.
Porém, e como sempre,
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
17/10/2004 18:11
Parabéns?
Mais nítidos tornam-se os relevos da memória ao procurar o essencial do vivido.
Antigas paixões, ilusões destruídas, lugares amados, recapturados no tempo que se foi.
Reerguer essas ruínas, fixar o inapreensível, fazendo com que a existência não seja apenas o sonho de um sonho (...)
O mundo absoluto manifesta-se o mundo reconhecido, captado além das aparências. É a revelação e a redescoberta.
Que venha o tempo, que venha a vida em mais experiências.
enviada por Não faz diferença
19/04/2004 13:38
Tempo...
Tempo como referência ao clima ou apenas o período que devo ser mantido neste forno para assar a contento?
De manhã sempre absorvendo minha substância para recomeçar mais um dia.
Tempo...
E faz diferença?
enviada por Não faz diferença
25/03/2004 16:59
E ainda insistindo em manter este blog...
Quem sabe...
:-D
enviada por Não faz diferença
19/01/2004 12:53
Arnikinha,
Pra que e-mail mando as informações que você me pede?
;-D
enviada por Não faz diferença
30/09/2003 20:54
Novidades, quantas novidades no ig...
Nem tchuns p'ras novidades.
:-P
enviada por Não faz diferença
30/09/2003 20:51
Por garantia...
:-D
enviada por Não faz diferença
30/08/2003 19:55
Descrever o delicioso resultado da ilusão de um amor...
Descrevo o desespero da distância, sofro o desamparo da ausência; iludo-me criando esquizofrênicos diálogos, divido-me em momentos de imaginação e realidade verbalizando para um "você" invisível que constantemente me acompanha.
Abraço uma sensação de presença solitário em minha cama..., aperto meus olhos e vibro tentando perceber um carinho insensível; repito milhões de vezes a visualização dessa imagem procurando em minha memória a lembrança dessas turvas expressões.
Me corrói saber que não posso ser suficiente para te amparar, sinto inveja do ar que te rodeia. Vivo pelo desejo de te provocar sorrisos, gargalhadas, alegria... Dividir tristezas. Saber, viver, compartilhar teus sonhos... Delirar nossos sonhos.
Nada de novo há em minhas palavras e me repito e repito o que temo... E tão pobre e frágil me sinto como a ilusão de que minha presença venha a tornar-se apenas um devaneio.
Insegurança...
Ao tempo... E cresce em mim o desprezo pelo que não tem valor.
Separar o que te compõe daquilo que experimento.
Escolher...
E vejo em ti uma percepção cada vez menos discreta, mais definitiva daquilo que interfere em você, em teu crescimento. Uma percepção melhor sobre a diferença entre o que te afeta por volúvel daquilo que interfere em ti por sensível. Te percebo amadurecer e me vejo bem nisso.
Mas quero mais:
Intimidade...
Cumplicidade estendendo-se a todas as formas de expressão.
Te adivinhar com os olhos, te ler...
Te sentir ao ponto de te saber mesmo distante...
Te quero tão intensa que tua presença seja parte de mim.
Te quero contaminando todo lugar, todo objeto de minha vida, para mirar em qualquer direção e te reconhecer em tudo.
E ainda mais:
Quero te arrancar todo temor, todo pudor.
Desconstruir conceitos...
Amantes...
Te mostrar que a fantasia não deve ser realizada, mas mantida...
Que é preciso criar, descobrir, desvelar o recato sem destruir a privacidade - combustível do desejo. Construir sobre dois seres individuais - nós - um amor que é forma de convergência. Fazer do nosso sexo um encontro, um diálogo, um laço. Quero poder fazer-me criança ao teu lado para, com essa ingenuidade, entregar-me e amparar-te em meus braços. Quero brincar inocente, despreocupado sobre nosso desejo. Não quero barreiras, recuso as defesas: te amar não pode ser uma batalha.
Amor tempestuoso, dia chuvoso, mar de ressaca, mas visto de longe, abraçados, seguros desde a varanda aconchegante de uma solitária casa em praia de um paraíso.
Amor cúmplice, original, privado, sincero, exclusivo, inviolável... Amor de viver-nos.
enviada por Não faz diferença
31/07/2003 23:53
E se...
Depois... depois...
:-D
enviada por Não faz diferença
31/07/2003 23:49
Quase...
Ufa!
:-D
enviada por Não faz diferença
31/07/2003 23:48
Quase...
Ufa!
:-D
enviada por Não faz diferença
30/06/2003 22:14
Apenas como petisco:
Um fragmento da introdução - Sobre os Usos da Filosofia - de A História da Filosofia de Will Durant.
Um leitor indelicado nos deterá, aqui, informando-nos que a filosofia é tão inútil quanto o xadrez, tão obscura quanto a ignorância, e tão estagnante quanto a satisfação. Não há nada tão absurdo, disse Cícero, que não possa ser encontrado nos livros filosóficos. Não há dúvida que alguns filósofos têm todo tipo de sabedoria, exceto o senso comum; e muito vôo filosófico tem sido devido ao poder ascencional do ar rarefeito. Tomemos a decisão de, nesta nossa viagem, só tocarmos nos portos em que haja luz, mantermo-nos afastados das lamacentas correntes da metafísica e dos multíssonos mares da disputa teológica. Mas será que a filosofia é estagnante? A ciência parece estar sempre avançando, enquanto a filosofia parece estar sempre perdendo terreno. No entanto, isso só se deve ao fato de a filosofia aceitar a árdua e perigosa tarefa de lidar com problemas ainda não abertos aos métodos da ciência - problemas como o do bem e do mal, da beleza e da feiúra, da ordem e da liberdade, da vida e da morte; tão logo um campo de investigação gera conhecimento suscetível de uma formulação exata, é chamado de ciência. Toda ciência começa como filosofia e acaba como arte; surge na hipótese e flui para a realização. Filosofia é uma interpretação hipotética do desconhecido (como na metafísica) ou do conhecido de forma inexata (como na ética ou na filosofia política); é a trincheira adiantada no cerco à verdade. Ciência é o território capturado; e por detrás dele ficam as regiões seguras nas quais o conhecimento e a arte constróem o nosso mundo imperfeito e maravilhoso. A filosofia parece estar parada, perplexa; mas isto é só porque ela deixa os frutos da vitoria para suas filhas, as ciências, enquanto ela própria segue adiante, divinamente descontente, em direção ao incerto e ao inexplorado.
Devemos empregar linguagem mais técnica? Ciência é descrição analítica; filosofia é interpretação sintética. A ciência quer decompor o todo em partes, o organismo em órgãos, o obscuro em conhecido. Ela não procura conhecer os valores e as possibilidades ideais das coisas, nem o seu significado total e final; contenta-se em mostrar a sua realidade e sua operação atuais, reduz resolutamente o seu foco, concentrando-o na natureza e no processo das coisas como são. O cientista é tão imparcial quanto a natureza no poema de Turgenev: está tão interessado na perna de uma pulga quanto nos paroxismos criativos de um gênio. Mas o filósofo não se contenta em descrever o fato; quer averiguar a relação do fato com a experiência em geral e, com isso, chegar ao seu significado e ao seu valor; ele combina coisas numa síntese interpretativa; tenta montar, de maneira melhor do que antes, esse grande relógio que é o universo e que o cientista perquiridor desmontou analiticamente. A ciência nos ensina a curar e a matar; reduz a taxa de mortalidade no varejo e depois nos mata por atacado na guerra; mas só a sabedoria - o desejo coordenado à luz de toda a experiência - pode nos dizer quando curar e quando matar. Observar processos e construir meios é ciência; criticar e coordenar fins é filosofia; e porque hoje os nossos meios e instrumentos se multiplicaram além da nossa interpretação e da nossa síntese de idéias e fins, nossa vida está cheia de som e fúria, não significando coisa alguma. Porque um fato nada é exceto em relação ao desejo; não é complexo, exceto em relação a um propósito e a um todo. Ciência sem filosofia, fatos sem perspectiva e avaliação não podem nos salvar da devastação e do desespero. A ciência nos dá o conhecimento, mas só a filosofia pode nos dar a sabedoria.
Especificamente, filosofia significa e abrange cinco campos de estudo e discurso: a lógica, a estética, a ética, a política e a metafísica. Lógica é o estudo do método ideal de pensamento e pesquisa: observação e introspecção, dedução e indução, hipótese e experimento, análise e síntese - são essas as formas da atividade humana que a lógica tenta compreender e orientar; é um estudo maçante para a maioria de nós, e no entanto os grandes acontecimentos na história do pensamento são os melhoramentos que os homens têm feito em seus métodos de pensamento e de pesquisa. Estética é o resultado da forma ideal, ou beleza; é a filosofia da arte. Ética é o estudo da conduta ideal; o mais elevado dos conhecimentos, dizia Sócrates, é o conhecimento do bem e do mal, o conhecimento da sabedoria da vida. Política é o estudo da organização social ideal (não é, como se poderia supor, a arte e a ciência de conseguir manter um cargo); monarquia, aristocracia, democracia, socialismo, anarquismo, feminismo - estes são as dramatis personae da filosofia política. E por último, metafísica (que se envolve em tantas dificuldades por não ser, como as outras formas de filosofia, uma tentativa de coordenar o real à luz do ideal) é o estudo da realidade máxima de todas as coisas: da natureza real e final da matéria (ontologia), da mente (psicologia filosófica), e da inter-relação de mente e de matéria nos processos de percepção e conhecimento (epistemologia).
enviada por Não faz diferença
31/05/2003 21:55
Bem original:
Ops!
:-D
enviada por Não faz diferença
27/04/2003 17:13
Ó tu, o anjo mais belo e sábio entre teus pares,
Deus que a sorte traiu e expulsou dos altares,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Ó Principe do exílio, a quem fizeram mal
E que, vencido, sempre te ergues mais triunfal,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que vês tudo, ó rei das trevas soberanas,
Charlatão familiar das angústias humanas,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que, mesmo ao leproso e ao pária, se preciso,
Ensinas por amor o amor do Paraíso,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que da Morte, tua antiga e fiel amante,
Engendraste a Esperança a louca fascinante!
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que dás ao proscrito esse alto e calmo olhar
Que leva o povo ao pé da forca a desvairar,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que bem sabes em que terras invejosas
O Deus ciumento esconde as pedras mais preciosas,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu cujo olhar desvela os fundos arsenais
Onde sepulto dorme o povo dos metais,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu cuja larga mão oculta os precipícios
Ao sonâmbulo a errar no alto dos edifícios,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que, magicamente, amacias os ossos
Do ébrio tardio que um tropel fez em destroços,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que, para o consolo eterno de quem sofre,
Nos ensinaste a unir o salitre ao enxofre,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que pões tua marca, ó cúmplice sutil,
Sobre a fronte do Creso implacável e vil,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Tu que infundes no olhar e na alma das donzelas
O amor aos trapos e a paixão pelas mazelas,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Bastão do desterrado, archote do inventor,
Confessor do enforcado e do conspirador,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
Pai adotivo dos que, em cólera sombria,
O Deus Padre baniu do Éden terrestre um dia,
Tem piedade, ó Satã, de minha atroz miséria!
ORAÇÃO
Glória e louvor a ti, Satã, lá nas alturas
Do Céu, onde reinaste, e nas furnas escuras
Do Inferno, onde, vencido, sonhas silencioso!
Sob a Árvore da Ciência, um dia, que o repouso
Minha alma encontre em ti, quando na tua testa
Seus ramos expandir qual novo Templo em festa!
enviada por Não faz diferença
11/03/2003 20:58
Dã
`[`
.^
enviada por Não faz diferença
28/02/2003 22:34
Coisa estranha...
depois completo as pendências
:-P
enviada por Não faz diferença
28/02/2003 22:32
Ops! 4
:-P
enviada por Não faz diferença
28/02/2003 22:32
Ops! 3
:-P
enviada por Não faz diferença
28/02/2003 22:31
Ops! 2
:-P
enviada por Não faz diferença
31/01/2003 20:47
Ops!
:-P
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 22:01
Então, tanto para aqueles que se encontraram, quanto para aqueles que não se encontraram nas postagens anteriores:
MERDA!
E que venha o próximo ato dessa nossa interminável comédia.
Afinal...
Não faz diferença
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:59
E como não poderia faltar:
Eu adoro teu jeito de me chamar de safado
Um jeito rápido, sem vergonha, sapeca, provocador
É um safado constatação, pedido, elogio
Um safado desejo...
Eu vou falar ao teu ouvido
Vou falar suave, porém preguiçoso
Vou falar provocando para te arrancar arrepios
E te quero se masturbando para mim
Te quero excitada, louca, tarada
E te sugo, mordo tua vagina, lambo forte, enterrado, com fome... Lambo com prazer
Te tomo forte, te aperto em meu braços, te espremo para te fazer derreter mais rápido em minhas mãos
Tesão!
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:58
E para aqueles que se atrevem a escrever:
Cuando el escritor dio por terminada su novela, polillas, cucarachas y ratones habían simultáneamente consumido su tan monumental como efímera obra.
...
Así también, para cuando el bardo terminó aquel largo y epopéyico poema sobre la vida, ya las telaranhas aprisionaban sus huesos.
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:57
A próxima homenageada é facilmente identificável, já que, além da personagem, também lhe cabe um pouco da tintura da personalidade; não por arredia, pois, ao contrário, é tão doce, mas é mais pela teimosia ;-D:
Lebret.
Solo, siempre solo, sí,
según tus extranhos modos;
mas no solo contra todos,
que esso es ya mania en ti.
De qué proviene ese afán
de hacerte sólo enemigos?
Cyrano.
De verte a ti hacer amigos
y del pago que dan.
Buenos... cuántos hallarás?
Yo, al ver uno que, ceñudo,
me niega al paso el saludo,
pienso: Un enemigo más!
Y gozo!
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:56
Continuando as homenagens em gringolês:
Good morning, its 3a.m. in this great roaring
city full of garbage eaters ravaging parking
spots beneath my plaza window I see cheetah in their
tight skins and tired heels all-night hippo in
the diner crossing the street swarthy herds of young
impala flambastic gibbon even a struggling monza
and over there that brilliant head ornament on that
japanese macaque but look closely at the hammerhead hand
in hand with the mandrill, its a sight youre
unlikely to see anywhere else on the planet...
the stench and the noise, yes, yes, the howlers
resonating repertoire is not too bad when mixed with
the more musical twern of the tropical warbler but the
impatient taxi blare the squawking elderly ibis and
the glass-eye snapper hawking papers I can certainly
live without also be cautious of the poisonous
boomslang laughter social droppings of the fruit bat
and purple queen fish and whos that babbler conversing
whit a magazine stand? evidently hes getting a good
reply...
arrive in neurotica
through neon heat disease
I swear at the swarming herds
I sweat the foul terrain
I rove the moving scenery
I have no fin
no wing no stinger
no claw no camouflage
I have no more to say...
Say... isnt that an elephant fish on the corner over
there look at that bush baby mud puppy noolbenger
rhinoderma marmoset spring peeper shingleback skink
siren skate starling sun-gazer spoonbill and suckers,
they seem to be everywhere, well its a live revue
random animal parts now playing nightly right here in
neurotica...
so long...
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:56
E ao que sempre insiste, ao reincidente, também homenageio:
In your eyes I find confort and peace.
The treasure of an endless ocean of love
Lies in your soul, behind the windows that
are your eyes.
...
...You could touch my face
In my arms
You could dream on and on
In my arms
You could never be alone
In my arms
You could cry like a child
In my arms
Whos gonna hear you when youre callin
And whos gonna catch you when youre fallin
And whos gonna trust you
Well, Ill be around for a while
And whos gonna mend you when youre broken
And whos gonna find you when youre
stolen
And who will always love you
Ill be aroun for a while
And whos gonna shield you when its rainin
And whos gonna kneel with you when youre
prayin
Whos gonna feel for you
Well I will, Ill be around for a while
Whos gonna help you when youre tryin
And whos gonna hold you when youre dyin
Whos gonna beg you
To be around for a while
...
...Oh hide in your darkness
And Im dreaming today
Only for a moment would you hear
Oh slow me down
Run away
God only knows and He aint talkin
In the sound and the ligth and the life...
...
It was dark and I was freakin
Somebody seduced me into sex
My body moved like drop frame video
My hips looked like this...
It feels pretty good, though
Feel good though
Feel good!
And then that feeling you always get
Well, it made me make a mess
And I was left in a puddle of...
Honey
In the distance I could hear
Words of wisdom whizzing by my ear
So I shut my brain
And let the filth run down the drain
My inner eye revealed the queen bee
Whit a turban wrapped around her head
Shaking her fist at me
She was angry...
E faz muito mais sentido do que parece...
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:53
E mais homenagem:
Encantadora feiticeira, sempre solitária, sempre difícil, sempre rara...
Apesar de teu esforço por permanecer estranha, te conheço. Pessoal interpretação de personagem alheia, assim mesmo você é original.
Rotineiramente voltas para casa vindo de tua outra vida. Retiras teu rosto e o dobras sobre as calças, constróis a mascara de tua farsa e sobre a base branca sempre uma lágrima pendendo do olho esquerdo.
Singular coração ferido por tua própria mão, por teu medo.
Mergulhas neste universo procurando a alternativa, a salvação para tua tristeza, mas o peso de tua outra realidade te acovarda: mantêm-nos a todos como mera fantasia...
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:52
Outra homenagem:
Estranho preconceito, contudo, que valoriza cegamente a profundidade em detrimento da superfície e que pretende que superficial significa não de vasta dimensão, mas de pouca profundidade, enquanto que profundo significa ao contrário de grande profundidade e não de fraca superfície. E, entretanto, um sentimento como o amor mede-se bem melhor, ao que me parece, se é que pode ser medido, pela importância de sua superfície do que pelo grau de profundidade...
enviada por Não faz diferença
31/12/2002 21:52
Uma homenagem:
A incerteza pessoal não é uma dúvida exterior ao que se passa, mas uma estrutura objetiva do próprio acontecimento, na medida em que sempre vai nos dois sentidos ao mesmo tempo e que esquarteja o sujeito segundo esta dupla direção. O paradoxo é, em primeiro lugar, o que destrói o bom senso como sentido único, mas, em seguida, o que destrói o senso comum como designação de identidades fixas.
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:10
Como assim, se minha saudade tá legal?
Vai bem, obrigado.
Bem nutrida, fortinha, vai crescendo que é uma barbaridade, um orgulho para qualquer pai.
Precisa ver ela fazendo uma bagunça lá em casa, no meu peito, coisa maravilhosa... não sobra nada... incrível!
Uma coisa, um orgulho...
e você?
;-D
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:09
Tua falta...
Preciso te sentir
Sentir que te aperto
Sentir o calor do teu corpo
E tua reação ao meu
Preciso olhar teus olhos
Ouvir tua respiração, teus suspiros, teus gemidos
Preciso teu cheiro, que me inebria..., sentir teu humor
Preciso preencher meu peito com tua presença te apertando contra ele
E minha pele da tua, do teu suor
Minha casa
Minha vida
Você
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:08
Seja despudorada e responda sinceramente minha pergunta:
Se for para dividir um sonho, divide comigo?
Se não, pense bem: haverá possibilidade de amor sem isso?
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:07
Acordei com vontade de acelerar tua palpitação até o esgotamento para te acalmar com prazer
Te oxigenar até consumir tua brasa
E confundir nossos hálitos numa só respiração
E desfalecer abraçados
Encharcados...
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:05
Agora...
Apenas um instante em meio a montes de eventos esdrúxulos
Convergência de coincidências desagradáveis
Significados que se tornaram possíveis
Apenas isso
enviada por Não faz diferença
29/11/2002 21:04
Ah tá!
Entendi
Você varia
As vezes é carinhosamente enfezada
As vezes impassiva, certa, segura
As vezes sem vergonha
Tantas são e tão gostosas
E todos os dias é uma
E todos os dias são varias
E a de todos os dias diz tanto...
Todos os dias
enviada por Não faz diferença
25/11/2002 17:10
Desta vez não é um sonho, mas desejo consciente. Tenho passado os dias a te querer. Tenho passado os dias em idílio, em um suave canto sobre minha aspiração por te ter.
Imagino teus olhos angustiados, cristalinos, revelando uma furiosa vontade de me conter.
Imagino teu corpo dissimulado, disfarçando a vibração da lascívia ao me perceber.
Devaneio sobre nossa intimidade, sobre aproximar-me de ti, tomar-te em meus braços, apertar-te contra meu corpo, afastar-me suavemente permitindo aos meus olhos distinguir os teus... tua boca.
Fechar os olhos e deitar suavemente meus lábios sobre a delicada carne dos teus. Passear carinhosamente minha língua úmida por eles, molhando-os e, brincando, dar com ela em teus dentes violando teus segredos com minhas caricias.
Quero deixar escapar teu hálito por entre nossas bocas, sorver sem desperdiço o que é teu. Te respirar para não ter mais sensação que não seja tu.
Te penso nua e minhas mãos..., meu corpo inteiro tocando o teu.
Nós penso fundidos na forma de um abraço definitivo.
E, viripotente, carinhoso, perverso, valar teu sexo morosamente sempre à tembé.
Te levar quase ao delíquio por meu suplício.
Pensar rausar-te, tolo, quando deveras cedo envolto em teu untuoso abraso que apenas se pode por um amor lúbrico e feminal.
Sentir-te delicada e, em teu levigado abrigo, despertar toda a minha sensibilidade para o teu sentimento e descobrir-me entregue.
E ao voltar a mirar teus olhos, distinguir a certeza e o temor do olhar de uma virgem que escolheu seu primeiro amado.
enviada por Não faz diferença
31/10/2002 20:48
Falava contigo e teu desejo por ver-me era tão intenso que me complicava o meu computador.... Na tela, do nada, uma imagem de canos aparece, como o escondido debaixo de uma pia velha, podre, complicada de remendos...
...Tento tocar a tela e minha mão penetra permitindo-me sentir os metais. Me atrevo ao intento por resolver o problema das gotas de águas que vazam, irritantes, em vários lugares e, repentinamente, um estrondo, uma descarga como a de uma privada e o maldito monitor me traga, fazendo-me girar, qual fezes pelo cano...
...E caio, seco, sobre tua cama que era a minha: quente, grande, bagunçada, gordos travesseiros e edredom....
...Estou tonto e excitado e você me olha surpresa, mas sabe quem sou... Miramos nossos olhos e beijamo-nos e iniciamos uma intima e tola conversa. Você me conta - entre cada palavra um beijo - do encontro com um rapaz da internet e do teu pecadilho em dar-lhe um beijo, da tua culpa...
...Atento para o teu quarto, madeiras, aços e concreto em formas dos anos cinqüenta...
...Percebo imagens em uma janela e tenho a impressão de Brasília, te pergunto se é nela que estamos e você nega. Depois de haver deitado sobre a madeira de um baú ao pé de tua cama, lânguida e provocante, e de ter me arrancado mais beijos e lambidas em tua boca, você levanta e sobe sobre o móvel e - como quem passa de um tapete a um sofá - alcança um teto ao lado do teu quarto sem teto...
...Te sigo com a mesma facilidade e vislumbro uma cidade feita em miniatura da capital. De tua casa é possível ter a visão do que seria um arremedo da esplanada, mas o que deveriam ser as avenidas são pequenas calçadas de asfalto por onde pedantes figuras passeiam em footing. No lugar em que deveria estender-se a asa sul da cidade, apenas um morro cavado por um corte longitudinal que não me permite ver o fundo do vale que nele se forma e de onde vem um cheiro que me garante passar por ali o Rio Tietê...
...Olho para os lados e espero a procissão de bárbaros a destruir a cidade, mas nada altera o ar burguês da paisagem...
...A bela estudante se aproxima de mim - corpo e jeito masculinizados, mas um olhar terrivelmente sedutor - e pergunta se tenho isqueiro para acender seu cigarro... Apalpo o couro sobre o bolso do meu casaco, retiro e acendo o fogo da pederneira e ela comenta: Ah! Não é um isqueiro, é um zippo..., sorrio e a deixo partir...
...Retiro do maço um cigarro para mim. Leio as informações da embalagem que advertem sobre a inexistência de níveis seguros para o consumo das substâncias que o compõem e, apreensivo, o acendo pensando que a seguir deverei tragar diversos bocados de Alcatrão, Nicotina, Monóxido de Carbono, más influências para os jovens, mau hálito, banguelice, Câncer de Boca, perda do fôlego, Impotência Sexual, Infarto do Coração, Câncer de Pulmão e tantas outras toxinas e desgraças que puder imaginar e os circunflexos completar...
...Do frágil cilindro em brasa se alça, numa deliciosa dança, um tênue e feminino cordão de fumaça... mágica, solidaria, companheira e assassina...
...Sabor amargo de formas imaginarias que se estendem de minha boca ao ar que me cerca constróem um aconchegante ninho de ilusão e me concedem instantes de uma sensação de não estar só...
...E não estou...
...O femíneo tecido de vapores assume as formas do corpo de um encantador demônio. Presença repleta de minha intimidade, sábia de todas as minhas verdades e, portanto, de minhas mentiras, joga com minhas angústias provocando minha sedição...
...E, impiedoso, avilta minha fatuidade concedendo-me atônica, cruel, perfurante, aflitiva e apocalíptica revelação...
...O sádico anjo, em tom sedeúdo e irônico, me tortura anunciando trinta dias para a existência da humanidade...
...E joga, burlesco, com o angustiante significado de fazer-me a única criatura a saber sobre o destino e valor de extinguir as dimensões do tempo e do espaço... Do universo...
...Faz de mim objeto - como um representante de toda a mediocridade humana - de sua diversão ao me estampar que toda presunção, neste momento, é muito mais do que inútil, pois não haveria posteridade a quem legar minha vaidade ou qualquer outra ostentação de eternidade...
...E desafia minha criatividade ao questionar-me qual proveito poderia eu elaborar para o restante de minha existência enfrentando, ainda, a desgraça de saber o quão desprezível seria tentar dividir o saber dessa terrível revelação...
...E insiste, evidente, que nada do que eu possa criar ou construir permanecerá...
...E grita intensa e inflamada:
Então, o que você poderá criar, o que e com quem viverá?
...
Escuridão...
Aliviado e cansado percebo que tudo não fora mais do que um pesadelo ou um sonho.
Estendo meus braços pela imensidão vazia de minha cama.
Sinto minha respiração, meus pulmões e meu constante desconforto, sempre quando deitado, gerado por um estranho desarranjo dentro do peito.
E uma maldita lágrima empapa meu travesseiro...
enviada por Não faz diferença
30/09/2002 19:40
E dá-lhe desaforos:
E eu pensando em escrever algumas viagens surrealistas que andavam pairando por minha mente...
Mas quem precisa desse tipo de delírios quando vive numa cidade governada por um bufão?
O homem que criou uma nova forma de governar, avançou do tradicional governar é construir estradas - que, além de uma inspiração para a abertura de novos caminhos para a nação, serviu à interpretação literal daqueles que, como ele, viram nessa expressão a possibilidade de incrementar seus ganhos em comissões de empreiteiras - para um governar é construir factoides.
Sim, o homem que mandou metralhar um prédio da prefeitura na véspera da visita do presidente da república à cidade para ganhar cobertura da imprensa nacional como vítima da violência, agora promove um estado de sítio supostamente decretado por Fernandinho Beiramar.
Eu, e provavelmente o próprio Fernandinho, estamos rasgando o sovaco pra ver se conseguimos rir da estúpida piada.
O tal traficante deve estar pensando neste momento: como é possível que uma cidade de aproximadamente dez milhões da habitantes acredite que eu teria força, e pior, o descuido de decretar tal ordem, sem propósito, logo na semana em que se realizam as eleições?.
E mais: como o Rio de Janeiro consegue acreditar que meus efetivos de, no máximo e com todas as alianças possíveis, 400 homens - e arriscando a pele deles pois teriam que descer dos morros, além de arriscar os próprios pontos ao ataque dos rivais, pois teriam que ficar sem vigilância - poderiam enfrentar cerca de trinta e cinco mil policiais militares e semelhante número de tropas do exército?.
É evidente que o escândalo de hoje só tem um mentor, aquele que determinou o fechamento das escolas municipais da cidade alicerçado nesse torpe pretexto e, a partir desse ato, disseminou esse vexaminoso boato: o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro César Maia, que, num último e desesperado intento por ludibriar o povo do estado, tenta convence-lo de que sua títere, a patética Solange Amaral, deveria ser eleita governadora para colocar ordem no Estado.
O papel da imprensa em toda essa encenação não merece sequer comentários...
Que Deus e o povo do Rio nos livrem dessa canalha!
E depois me perguntam o motivo de, no meu perfil, ter colocado que moro no Rio de Janeiro, AC... Afinal, há muito que o Rio foi para a puta que o pariu!
enviada por Não faz diferença
30/09/2002 15:54
Mais desaforos:
A cada um seu setembro...
Meu onze de setembro diz respeito a outro que aqueles que se passam hoje por vítimas promoveram nos mídias durante este último mês... Tal qual o fizeram no ano passado, sempre como pretexto para seus atos de vilania em defesa de uma tal democracia..., mas com certeza em detrimento de uma tal liberdade...
Alli ame a una mujer terrible
llorando por el humo siempre eterno
de aquella cuidad acorralada
por símbolos de invierno
alli aprendi a quitar con piel el frio
y a echar luego my cuerpo a la llovizna
en manos de la niebla dura y blanca
en calles del enigma
eso no esta muerto
no me lo mataron
ni con la distancia
ni con el vil soldado
alli entre los cerros tuve amigos
que entre bombas de humo eran hermanos
alli yo tuve mas de cuatro cosas
que siempre he deseado
alli nuestra canción se hizo pequeña
entre la multitud desesperada
un poderoso canto de la tierra
era quien mas cantaba
eso no esta muerto
no me lo mataron
ni con la distancia
ni con el vil soldado
hasta alli me sigio como una sombra
el rostro del que ya no se veia
y en el oído me susurró la muerte
que ya apareceria
alli yo tuve un odio, una verguenza
niños, mendigos de la madrugada
y el deseo de cambiar cada cuerda
por un saco de balas
eso no esta muerto
no me lo mataron
ni con la distancia
ni con el vil soldado...
...nem a mim, Silvio..., nem a mim.
Apenas lamento o transformar a nostalgia em um simples ódio feroz...
enviada por Não faz diferença
27/09/2002 00:26
Desaforos:
Cuidado!
Sonhos podem tornar-se realidade, assim como os pesadelos também.
:::
Quem muito pede, alguma coisa ganha. Mas quase nunca é o que realmente almeja.
:::
Aceitamos aquilo que convém à manutenção de nosso desejo. Quando não convém, e por egoísmo e covardia, inventamos pretextos amparados numa pressuposição do intolerável.
:::
O que será que nos faz acreditar que nossas mentiras, nosso cinismo e nossa falsidade são sempre justificáveis, compreensíveis e efetivos?
Acho que tem a ver com uma suposição de que o resto da humanidade é completamente cega e estúpida...
:::
É tão fácil magoar com verbos perdidos, dispersar o alvo em uma falsa ilusão poética, camuflar-se, covardemente, em jogos de palavras.
:::
Amor? É vontade de quem deseja, compromisso de quem quer, desapego de ilusões e esperança...
Para longe de mim os cretinos que vêem nele o sustento para o seu desamparo, a satisfação de suas carências, a proteção contra seus medos, a possibilidade egoísta da garantia de seu futuro.
:::
Apenas quem conhece a solidão, e não o temor do egoísta, pode reconhecer o amor.
:::
Palavras ao vento, quando são cortantes, sempre encontram quem com elas se fere.
:::
Termino aqui, então, de espalhar minhas navalhas...
Por enquanto.
enviada por Não faz diferença
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